Pesquisar este blog

O MEDO ESTÁ NOS FAZENDO ESQUECER DE DEUS?

 

O cristão autêntico, e a Igreja vivem sob pressão, o tempo todo, para amaciar sua mensagem e até para adaptar seus valores ao estilo de vida de uma sociedade profana e sem compromisso com Deus. Em muitos ambientes, aquilo que ontem era considerado convicção cristã hoje é tratado como intolerância; aquilo que a Bíblia apresenta como verdade passou a ser visto apenas como uma opinião entre tantas outras. Diante desse cenário, suge uma pergunta importante: como a Igreja deve reagir quando sofre pressão para abandonar aquilo em que crê?

A resposta de Neemias continua extremamente atual: “Não tenham medo deles! Lembrem-se do Senhor, que é grande e temível, e lutem por seus irmãos, seus filhos e filhas, suas mulheres e seus lares” (Neemias 4.14, NVT).

Jerusalém estava sendo reconstruída, Neemias estava governando com uma oposição fortíssima. As ameaças eram o dia todo, o desânimo se somava ao medo. O povo trabalhava com a ferramenta numa mão e a espada na outra. Neemias percebeu que o maior perigo não era a força do inimigo, mas o medo que invadia a mente dos que estavam reconstruindo os muros.

Diante dessa situação caótica ele não diz apenas: “Tenham coragem”. Mas, também aponta para Deus: “Lembrem-se do Senhor”. Essa é a palavra que o Espírito do Senhor fala e repete pra mim e pra você.

O problema não é a pressão, mas aquilo que fazemos diante da pressão.

Essa pressão sempre existiu contra nós e contra a Igreja. O que muda são os instrumentos utilizados. Hoje, além da oposição direta, existem as redes sociais, o medo do cancelamento, a necessidade de aprovação, as disputas ideológicas, o uso do púlpito a serviço da política e a tentação de transformar a fé em algo aceitável  e simpático para todos.

Para mim, não há problema em dialogar com a sociedade, porque o cristão não foi chamado para viver isolado. O problema começa quando, para ser aceito, ele precisa esconder aquilo que Deus revelou e ordenou.

É aqui que precisamos aprender algo muito sério: ceder à pressão por medo não é apenas uma questão de fraqueza humana; muitas vezes revela que estamos olhando mais para o tamanho da ameaça do que para a grandeza de Deus.

Quando o medo manda na nossa fidelidade, estamos, na prática, desconfiando do Senhor. Isso não significa que devemos procurar conflitos ou agir de maneira agressiva. O crente fiel não precisa de violência, arrogância ou hostilidade. Precisa de firmeza, verdade, amor e coragem.

“Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, amor e autodisciplina.” (2ªTimóteo 1.7, NVT)

Meus irmãos e irmãs, a coragem do cristão não nasce da personalidade forte, do enfrentamento desaforado nem da certeza de que sempre a vitória vai sorrir pra nós. Nossa coragem e ousadia nasce da nossa confiança e comunhão com Deus.

Lembrar-se do Senhor muda totalmente a maneira como vamos enfrentar o mundo.

Neemias não prometeu ao povo que seus inimigos iriam desaparecer. Ele fez algo melhor: lembrou de quem estava com eles. 

Jesus disse:  “Neste mundo vocês terão aflições. Mas animem-se! Eu venci o mundo.” (João 16.33, NVT). Observe que Cristo não prometeu ausência de aflições. Ele prometeu algo maior: nossa vitória. Por isso, quando nós enfrentamos oposição, ventos contrários, não devemos agir como quem perdeu a esperança. Não precisamos entrar em pânico. Quando somos pressionados a chamar de normal aquilo que a Escritura chama de pecado, precisamos voltar à Palavra e lembrar-nos do Senhor.

O medo faz a ameaça parecer enorme e Deus parecer distante. A fé faz exatamente o contrário: reconhece a realidade da ameaça, mas contempla a soberania de Deus.

Lute por aquilo que Deus lhe confiou - Neemias também fala de uma responsabilidade concreta: “lutem por seus irmãos, seus filhos e filhas, suas mulheres e seus lares”.

Não podemos limitar nossa preocupação às quatro paredes da casa. Existe uma geração crescendo em meio a uma avalanche de informações, ideias, fake news , comportamentos e valores. Pais precisam proteger seus lares. Líderes precisam ensinar a Palavra. Igrejas precisam discipular seus membros. Cristãos precisam viver aquilo que professam.

Lutar, nesse contexto, não significa odiar pessoas. Significa permanecer fiel. Significa ensinar nossos filhos a conhecerem a Bíblia. Significa não negociar a verdade para receber aprovação. Significa amar pessoas sem abandonar aquilo que Deus ordenou. Significa permanecer de pé quando seria mais fácil simplesmente acompanhar a multidão.

Por isso, quando o coração estiver abatido, lembre-se do Senhor. Quando vier a pressão, lembre-se do Senhor. Quando tiver medo de permanecer fiel, lembre-se do Senhor. Quando parecer que você está cercado por todos os lados, lembre-se do Senhor.

Não precisamos ser imprudentes, mas também não podemos ser covardes, nem abandonar a verdade. Permanecer fiel é declarar, com a própria vida, que confiamos nele. Como Neemias, precisamos olhar para o Senhor e continuar reconstruindo: nossa fé, nossas famílias, nossas igrejas e nossa esperança.

No meio das maiores batalhas e pressões, jamais entregue os pontos:

LEMBRE-SE DO SENHOR!

#MissõesNacionais2026*IA*EV