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COMO É DIFÍCIL CRER NESSE DEUS!

“Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11.33) "Como são grandes as riquezas, a  sabedoria e o conhecimento de Deus! É impossível entendermos suas decisões e seus caminhos!" (NVT).

Caso Deus fosse humano como a gente, mesmo que muito maior do que nós, penso que seria bem mais simples entender e crer nele. Como escreveu o jornalista e pastor Elben César (1930/2016),  

"Se Deus fosse visível aos olhos humanos, audível aos ouvidos humanos e palpável às mãos humanas, seria bem mais fácil crer nele. Se Deus tivesse começo como nós temos, seria bem mais fácil crer nele. Se Deus fosse de carne e osso como nós somos, seria bem mais fácil crer nele. Mas um Deus assim diminuído, do nosso tamanho, igual a nós, não nos atrairia, não nos faria dobrar os joelhos em contemplação e adoração, nem seria objeto de nossas orações de ações de graça, extravasamento, confissão e súplicas. Seria um Deus pobre, limitado no espaço e no tempo, contestado, desafiado, desrespeitado e derrubável.
"É preferível ter
 um Deus em quem é mais difícil crer do que um Deus medido e pesado. É preferível ter um Deus em quem é mais difícil crer a um Deus cuja voz pudesse ser gravada e cujos passos pudessem ser filmados. É preferível ter um Deus em quem é difícil crer a um Deus que precisasse de outro Deus, anterior a ele, para colocá-lo no palco da vida. É preferível ter um Deus em quem é difícil crer a um Deus que dependesse de comícios e “santinhos” para ser eleito pelas massas. É preferível ter um Deus em quem é difícil crer que nos faça semelhantes a ele a um Deus que fosse semelhante a nós. É preferível ter um Deus absolutamente santo e em quem é difícil crer a um Deus solto e condescendente com o pecado.

"É preferível ter um Deus absolutamente justo e em quem é difícil crer a um Deus que penda para o lado dos arrogantes, blasfemadores e escandalosos. O Deus em quem é difícil crer é insondável em sua plenitude, impenetrável em seus caminhos e incontável em seus feitos (Romanos 11.33). O Deus em quem é difícil crer é maravilhoso demais, majestoso demais e glorioso demais. O amor desse Deus que é difícil entender 
excede (ultrapassa) todo conhecimento, tem uma largura enorme, altura enorme, comprimento enorme e profundidade enorme (Efésios 3.18-19). As misericórdias do Deus difícil de entender são inesgotáveis, renovam-se cada manhã (Lamentações 3.22-23). O Deus em quem é difícil crer não é um Deus terráqueo, mas um Deus que governa todo o universo, todo o espaço, todo o tempo, todos os poderes, todas as coisas, todo o visível e todo o invisível"".

E, tem  gente que continua achando difícil aceitar esse Deus Único e Todo-Poderoso, e crer nas obras (realizações) de suas mãos!

MUITOS PROBLEMAS PARECEM FALHAS, MAS, SÃO ATAQUES DO MALIGNO

Estamos muito focados no que vemos. Esquecemos de que estamos em plena guerra espiritual. Imagine que muitos problemas escabrosos, em casa ou na mente podem não ser falhas. 

Raciocine comigo: Você tem se esforçado para andar no temor do Senhor, e nestes últimos tempos você tem conseguido ser regular e fiel. Justo agora e, apesar disso, em vez de paz você tem sofrido duros ataques do inimigo para roubar a sua paz. No capítulo 6 da carta Aos Efésios, a Bíblia nos alerta e orienta sobre essa luta. Não devemos usar raiva ou vingança contra o mal. Isso só nos derrota. Nessas horas de enfrentamento e peleja, todo cuidado é pouco.

Nossas armas vêm de Deus e são poderosas

Elas vêm do Espírito e do amor de Jesus. A oração com fé derruba barreiras que nossa força não consegue. Acorde para essa realidade. Pare de brigar com as pessoas. Dobre seus joelhos e ore. Viva em santidade. Use como fonte de motivação as promessas de Deus. Enfrente a escuridão com a luz do Evangelho.

Vamos orar?

Deus, Senhor dos Exércitos, eu venho à tua presença real e soberana. Sei que minha luta não é contra pessoas. Meu enfrentamento é contra forças do mal, forças invisíveis, mandadas pelo Inferno, com o propósito de me derrubar. Pai, eu declaro que Meu coração precisa de Ti. Peço perdão, Senhor, pelas vezes que reagi mal, nervoso, e fora da Palavra. Não busquei Tua força nem tua estratégia. Mas, agora, na humildade, e reconhecendo que teu plano é o melhor para mim, peço que Tu me revista com Tuas armaduras, e me mostre o caminho da vitória. Tomo posse do escudo e da espada do Teu Espírito. Eles me protegem e me fortalecem. Meu Pai amado, me ensina a lutar de joelhos, em oração. Peço livramento e vitória para mim. Peço proteção para minha família. Guia minhas orações. Em nome de Jesus. Amém.

 

O clamor de Habacuque: que o Senhor faça a sua obra sem demora!

O profeta Habacuque viveu na mesma época do profeta Jeremias, num tempo muito parecido com a atualidade do Brasil e do mundo: imoralidade pessoal e coletiva, corrupção geral, desvio espiritual e prevalência da injustiça. Ele sabia e anunciava que o julgamento de Deus se aproximava. Ele não se conformava com a vida torta e desregrada do povo que zombava de Deus.

Foi nessas circunstâncias que surgiu o conhecido clamor de Habacuque: “Senhor, ouvi falar da tua fama; tremo diante dos teus atos, Senhor. Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo; em tua ira, lembra-te da misericórdia” (Habacuque 3.2).

Dia após dia, ele prega relembrando os grandiosos milagres de Deus na história da nação de Israel rogando ao Senhor que faça novamente as mesmas obras realizadas no passado. Ele acredita que uma nova onda de milagres pode despertar a alma adormecida e pecaminosa do povo.

É por essa razão que costumamos, vez em quando, refazer a oração de Habacuque para clamar a Deus por um avivamento na igreja.

-- “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida”. “Edição Revista e Atualizada”

-- “Ó Eterno, mantém sempre viva tua obra [Israel] ao longo dos anos [de exílio]. No correr do tempo torna-a reconhecida”. “Bíblia Hebraica”

-- “Nesta hora em que precisamos tanto de ajuda, ajuda-nos novamente, como fez no passado! Mostre o seu poder, que pode nos salvar”. “Bíblia Viva”

O clamor de Habacuque é certeiro tanto no que é pedido quanto no tempo para o qual é pedido. Ele roga pedindo que o Senhor realize sua ação e demonstre cabalmente que controla a história, e que essa atitude divina aconteça de forma urgente, sem demora e sem adiamento para um futuro indeterminado, ficando sem tempo de alcançar aquela geração pecadora e desleixada.

Esse clamor suplicante pode provocar verdadeiras reviravoltas no povo de Deus, desde que saia mais do coração do que dos lábios, num ato de profunda humildade e contrição real diante do Eterno e Todo-Poderoso Senhor.

Vamos clamar com sinceridade por um novo e revolucionário avivamento?


O MEDO ESTÁ NOS FAZENDO ESQUECER DE DEUS?

 

O cristão autêntico, e a Igreja vivem sob pressão, o tempo todo, para amaciar sua mensagem e até para adaptar seus valores ao estilo de vida de uma sociedade profana e sem compromisso com Deus. Em muitos ambientes, aquilo que ontem era considerado convicção cristã hoje é tratado como intolerância; aquilo que a Bíblia apresenta como verdade passou a ser visto apenas como uma opinião entre tantas outras. Diante desse cenário, suge uma pergunta importante: como a Igreja deve reagir quando sofre pressão para abandonar aquilo em que crê?

A resposta de Neemias continua extremamente atual: “Não tenham medo deles! Lembrem-se do Senhor, que é grande e temível, e lutem por seus irmãos, seus filhos e filhas, suas mulheres e seus lares” (Neemias 4.14, NVT).

Jerusalém estava sendo reconstruída, Neemias estava governando com uma oposição fortíssima. As ameaças eram o dia todo, o desânimo se somava ao medo. O povo trabalhava com a ferramenta numa mão e a espada na outra. Neemias percebeu que o maior perigo não era a força do inimigo, mas o medo que invadia a mente dos que estavam reconstruindo os muros.

Diante dessa situação caótica ele não diz apenas: “Tenham coragem”. Mas, também aponta para Deus: “Lembrem-se do Senhor”. Essa é a palavra que o Espírito do Senhor fala e repete pra mim e pra você.

O problema não é a pressão, mas aquilo que fazemos diante da pressão.

Essa pressão sempre existiu contra nós e contra a Igreja. O que muda são os instrumentos utilizados. Hoje, além da oposição direta, existem as redes sociais, o medo do cancelamento, a necessidade de aprovação, as disputas ideológicas, o uso do púlpito a serviço da política e a tentação de transformar a fé em algo aceitável  e simpático para todos.

Para mim, não há problema em dialogar com a sociedade, porque o cristão não foi chamado para viver isolado. O problema começa quando, para ser aceito, ele precisa esconder aquilo que Deus revelou e ordenou.

É aqui que precisamos aprender algo muito sério: ceder à pressão por medo não é apenas uma questão de fraqueza humana; muitas vezes revela que estamos olhando mais para o tamanho da ameaça do que para a grandeza de Deus.

Quando o medo manda na nossa fidelidade, estamos, na prática, desconfiando do Senhor. Isso não significa que devemos procurar conflitos ou agir de maneira agressiva. O crente fiel não precisa de violência, arrogância ou hostilidade. Precisa de firmeza, verdade, amor e coragem.

“Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, amor e autodisciplina.” (2ªTimóteo 1.7, NVT)

Meus irmãos e irmãs, a coragem do cristão não nasce da personalidade forte, do enfrentamento desaforado nem da certeza de que sempre a vitória vai sorrir pra nós. Nossa coragem e ousadia nasce da nossa confiança e comunhão com Deus.

Lembrar-se do Senhor muda totalmente a maneira como vamos enfrentar o mundo.

Neemias não prometeu ao povo que seus inimigos iriam desaparecer. Ele fez algo melhor: lembrou de quem estava com eles. 

Jesus disse:  “Neste mundo vocês terão aflições. Mas animem-se! Eu venci o mundo.” (João 16.33, NVT). Observe que Cristo não prometeu ausência de aflições. Ele prometeu algo maior: nossa vitória. Por isso, quando nós enfrentamos oposição, ventos contrários, não devemos agir como quem perdeu a esperança. Não precisamos entrar em pânico. Quando somos pressionados a chamar de normal aquilo que a Escritura chama de pecado, precisamos voltar à Palavra e lembrar-nos do Senhor.

O medo faz a ameaça parecer enorme e Deus parecer distante. A fé faz exatamente o contrário: reconhece a realidade da ameaça, mas contempla a soberania de Deus.

Lute por aquilo que Deus lhe confiou - Neemias também fala de uma responsabilidade concreta: “lutem por seus irmãos, seus filhos e filhas, suas mulheres e seus lares”.

Não podemos limitar nossa preocupação às quatro paredes da casa. Existe uma geração crescendo em meio a uma avalanche de informações, ideias, fake news , comportamentos e valores. Pais precisam proteger seus lares. Líderes precisam ensinar a Palavra. Igrejas precisam discipular seus membros. Cristãos precisam viver aquilo que professam.

Lutar, nesse contexto, não significa odiar pessoas. Significa permanecer fiel. Significa ensinar nossos filhos a conhecerem a Bíblia. Significa não negociar a verdade para receber aprovação. Significa amar pessoas sem abandonar aquilo que Deus ordenou. Significa permanecer de pé quando seria mais fácil simplesmente acompanhar a multidão.

Por isso, quando o coração estiver abatido, lembre-se do Senhor. Quando vier a pressão, lembre-se do Senhor. Quando tiver medo de permanecer fiel, lembre-se do Senhor. Quando parecer que você está cercado por todos os lados, lembre-se do Senhor.

Não precisamos ser imprudentes, mas também não podemos ser covardes, nem abandonar a verdade. Permanecer fiel é declarar, com a própria vida, que confiamos nele. Como Neemias, precisamos olhar para o Senhor e continuar reconstruindo: nossa fé, nossas famílias, nossas igrejas e nossa esperança.

No meio das maiores batalhas e pressões, jamais entregue os pontos:

LEMBRE-SE DO SENHOR!

#MissõesNacionais2026*IA*EV


MATURIDADE OU FOGO SANTO?

 -- O que Hebreus 12:29 nos ensina sobre Deus ser fogo consumidor:                                         Graça e Paz do Senhor, meus irmãos! Sabe aquele momento em que a igreja está fervorosa, o crente está glorificando e o pregador libera aquela palavra forte que chacoalha até as estruturas? Pois é, o final de Hebreus 12 faz exatamente isso com a nossa alma quando diz: "Porque o nosso Deus é um fogo consumidor".

Olhando assim, de primeira, parece até que Deus está pronto para nos destruir com um raio, né? Mas, calma! Vamos entender esse mistério. No Antigo Testamento, lá no Monte Sinai, a manifestação da presença era na base do terremoto: fogo, fumaça, trovão e um medo terrível de chegar perto. Mas hoje, pela graça de Jesus, nós não estamos no Sinai do medo; nós estamos no Monte Sião, o lugar da comunhão e do acesso direto ao Trono pelo sangue do Cordeiro. O terror virou Graça!

Então, por que Ele ainda é chamado de fogo consumidor? Irmãos, o fogo de Deus não vem para queimar o crente, mas para queimar o pecado que insiste em nos afastar Dele. O fogo do Senhor tem duas missões:

·        Purificar a prata e o ouro: Ele limpa o nosso caráter, tira as impurezas e nos molda.

·        Provar as nossas obras: Como o apóstolo Paulo disse, nossas obras vão passar pelo teste do fogo. O que for palha vai virar cinza, mas o que for ouro vai brilhar ainda mais!

A sarça que Moisés viu ardia, mas não se consumia. Esse é o milagre: a presença de Deus é poderosa, é santa, mas ela nos preserva e nos refina. Quando o Espírito Santo desce como fogo, Ele não vem para trazer destruição. Ele vem para avivar, renovar as forças e queimar toda a frieza, desvio e indiferença espiritual.

Deus é amor, sim, mas Ele também é santo. Por isso, a nossa resposta a esse amor precisa ser uma vida de reverência, temor e busca contínua por santificação. Não brinque com as coisas de Deus. Deixe o Fogo Santo queimar tudo o que não presta na sua vida hoje para que você possa herdar o Reino inabalável.

Receba essa palavra, dê um "Glória a Deus" aí onde você está e deixe o fogo santo purificar o seu coração!

APOSTAS ESTÃO DESTRUINDO FAMÍLIAS

Não considero suficiente falar sobre jogos apenas quando algum escândalo aparece na televisão ou quando uma família chega ao pastor completamente endividada. Precisamos abordar o assunto preventivamente, nos cultos, nas células e pequenos grupos/classes de ensino, nas reuniões de jovens e nos aconselhamentos.

Eu me pergunto: por que conseguimos falar durante horas sobre determinados assuntos secundários, mas temos receio de tratar de práticas que estão destruindo financeiramente famílias?

 Não considero suficiente falar sobre jogos apenas quando algum escândalo aparece na televisão ou quando uma família chega ao pastor completamente endividada. Precisamos abordar o assunto preventivamente, nos cultos, nas células e pequenos grupos/classes de ensino, nas reuniões de jovens e nos aconselhamentos.

Eu me pergunto: por que conseguimos falar durante horas sobre determinados assuntos secundários, mas temos receio de tratar de práticas que estão destruindo financeiramente famílias?

Não estou defendendo uma igreja que simplesmente grita “é pecado!” sem explicar nada. Estou defendendo uma igreja que abre a Bíblia, ensina seus princípios e ajuda as pessoas a compreenderem as consequências de suas escolhas.

Eu preciso ensinar aos jovens que dinheiro fácil quase sempre vem acompanhado de ilusões perigosas. Preciso ensinar aos adultos que dificuldade financeira não se resolve necessariamente com uma aposta. Preciso orientar famílias a administrar seus recursos com responsabilidade. E preciso dizer àquele que já está preso ao jogo que existe esperança, mas também existe a necessidade de reconhecer o problema e buscar ajuda.

Também não considero correto transformar esse tema em instrumento de condenação dos que lutam contra esse hábito. A igreja deve confrontar o pecado, mas deve igualmente oferecer restauração ao pecador.

Quando uma pessoa perde o controle e passa a comprometer salário, economias, relacionamentos e responsabilidades para continuar jogando, eu não posso simplesmente dizer: “Tenha mais fé”. Preciso acolher, orientar e, quando necessário, incentivar a busca de ajuda profissional. Espiritualidade não é desculpa para negligência.

Minha preocupação aumenta quando percebo que a cultura do jogo alcança crianças e adolescentes por meio do ambiente digital. A facilidade de acesso torna ainda mais importante que pais e igrejas conversem sobre o assunto. Não podemos esperar que nossos filhos aprendam discernimento financeiro somente depois de cometerem erros graves.

A igreja precisa ensinar uma geração a trabalhar, administrar, poupar, repartir e confiar em Deus — e não a esperar que a sorte resolva aquilo que exige responsabilidade.

Eu também preciso reconhecer que o silêncio da igreja pode ser interpretado como aprovação. Quando um comportamento se espalha e o púlpito permanece calado, muitos concluem que não existe problema.

Por isso, considero urgente uma posição firme, clara e objetiva.

Não precisamos transformar o culto em palanque contra este ou aquele segmento da sociedade. Não precisamos fazer discursos partidários. Precisamos fazer algo muito mais importante: abrir a Bíblia e aplicar seus princípios à vida real.

Se os jogos de sorte e azar estão entrando nas casas, precisamos falar sobre eles.

Se estão comprometendo salários, precisamos falar sobre eles.

Se estão produzindo endividamento, conflitos conjugais, ocultação de gastos e sofrimento familiar, precisamos falar sobre eles.

Se estão seduzindo nossos jovens, precisamos falar sobre eles.

E se a igreja está percebendo tudo isso, mas prefere permanecer em silêncio para não desagradar ninguém, então precisamos perguntar se estamos realmente cumprindo nossa missão.

Eu não quero uma igreja que acompanhe passivamente os costumes de seu tempo. Quero uma igreja que saiba discernir e entender o seu tempo à luz das Escrituras.

Meu compromisso não é com a popularidade de uma mensagem, mas com sua fidelidade à Palavra de Deus.

O mundo pode chamar o jogo de entretenimento. Eu, como cristão, preciso perguntar o que ele está produzindo no coração, na família e na vida espiritual.

E quando a resposta revelar cobiça, escravidão, irresponsabilidade ou destruição, a igreja não pode se calar.

O púlpito precisa voltar a falar. Com amor, mas sem omissão. Com graça, mas sem relativismo. Com firmeza, mas sem arrogância.

Porque onde existe um pecado sendo normalizado, a igreja não é chamada a acompanhar o silêncio da sociedade. É chamada a proclamar a verdade que conduz à liberdade.


QUANDO A IGREJA SE CALA DIANTE DE APOSTAS E JOGOS

Por que algumas igrejas discutem intensamente questões políticas e sociais, mas evitam ensinar seus membros sobre cobiça, contentamento, administração do dinheiro e os perigos da dependência dos jogos?

Eu observo com preocupação uma realidade que vem ganhando espaço em nossa sociedade: os jogos de sorte e azar deixaram de ser vistos apenas como uma diversão ocasional e passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas. A promessa parece simples: arriscar pouco para ganhar muito. Mas, por trás dessa aparência de entretenimento, existe uma mentalidade que pode transformar o dinheiro em objeto de cobiça e o acaso em esperança de vida melhor.

O que mais me preocupa, entretanto, não é apenas o crescimento dos jogos. É perceber como nós, evangélicos, muitas vezes permanecemos silenciosos diante desse assunto.

Eu creio que a igreja precisa voltar a falar sobre aquilo que afeta diretamente a vida espiritual, moral e familiar das pessoas. O púlpito não existe apenas para transmitir mensagens agradáveis. Ele existe para proclamar toda a Palavra de Deus, inclusive quando ela confronta hábitos populares.

A Bíblia não apresenta uma passagem que diga simplesmente: “Não jogue na loteria” ou “Não participe de apostas”. Por isso, eu não devo fabricar uma proibição bíblica que o texto sagrado não apresenta. Mas a Escritura oferece princípios suficientemente claros para que eu examine a prática com seriedade.

Jesus ensina: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro.” - Mateus 6:24, NVT

Quando o desejo de ganhar dinheiro começa a dominar minha mente, minha relação com os recursos financeiros deixa de ser saudável. O problema não está somente na possibilidade de perder dinheiro, mas na transformação do dinheiro em objeto de expectativa, fascinação e cobiça.

Eu preciso perguntar honestamente: o que está governando meu coração?

Se começo a acreditar que minha solução financeira depende de um prêmio, de um sorteio ou de uma aposta, corro o risco de substituir a confiança em Deus pela esperança no acaso.

A Bíblia também adverte:

“Quem ama o dinheiro nunca terá o suficiente. Quem ama a riqueza nunca ficará satisfeito com o que ganha. Isso também não faz sentido.”
Eclesiastes 5:10, NVT

Esse princípio me leva a enxergar além do bilhete, do aplicativo ou da aposta. O verdadeiro problema pode estar no coração que nunca se satisfaz.

E aqui encontro uma responsabilidade que considero intransferível: a igreja precisa ensinar sobre isso, falando aberta e diretamente.

Não considero suficiente falar sobre jogos apenas quando algum escândalo aparece na televisão ou quando uma família chega ao pastor completamente endividada. Precisamos abordar o assunto preventivamente, nos cultos, nas células e pequenos grupos/classes de ensino, nas reuniões de jovens e nos aconselhamentos.

Eu me pergunto: por que conseguimos falar durante horas sobre determinados assuntos secundários, mas temos receio de tratar de práticas que estão destruindo financeiramente famílias?

Por que algumas igrejas discutem intensamente questões políticas, culturais e sociais, mas evitam ensinar seus membros sobre cobiça, contentamento, administração do dinheiro e os perigos da dependência dos jogos?

Precisamos recuperar a coragem pastoral.

SENHOR, RESTAURA A NOSSA PÁTRIA

_“Eu disse: Ó SENHOR, Deus do céu, Deus grande e temível, que cumpres a tua aliança e usas de misericórdia para com aqueles que te amam e obedecem aos teus mandamentos”. (Ne 1.5)_

O caminho da restauração passa pela fidelidade ao Senhor. A transformação de que os contemporâneos de Neemias necessitavam não poderia ser alcançada pelo simples esforço humano.

A situação do Brasil, hoje, requer muito mais que o engajamento irresponsável e apaixonado de ministros e líderes no processo político.  Nossa demanda mais urgente é de homens e mulheres que exerçam o ministério profético de Elias, confrontando Acabe e Jezabel até que desça do céu o fogo purificador.

Viver para Deus, por meio de Jesus Cristo, é o caminho de uma vida verdadeiramente transformada.

*SENHOR, RESTAURA A NOSSA PÁTRIA!*

CALMA: DEIXE QUE SEU TRABALHO FALE POR VOCÊ

Eclesiastes 5:2 e 3. O contexto desta passagem diz assim: Economize nas palavras porque, dos muitos trabalhos, vêm os sonhos, e, do muito falar, as palavras tolas.

Esta é uma palavra específica, profética, dirigida a uma pessoa que está sendo perseguida e injustiçada no seu local de trabalho!

Você tem questionado o motivo, o “por que” de estar sofrendo algumas críticas descabidas. Afinal, você orou a Deus buscando direção, entendeu que foi aí que a porta se abriu. Foi aí que você fez a entrevista com segurança, sentiu paz e não houve nenhum obstáculo no processo de contratação. Vinha correndo tudo tranquilo, até o clima de harmonia se deteriorar. Você já analisou as possíveis causas desse desajuste, a chegada de outra pessoa na equipe, mas, seu diagnóstico ainda está em aberto.

A única coisa certa é a falta de reconhecimento e de valorização por parte dos seus chefes.                       ---- O que fazer em situações como essas? A melhor alternativa é caminhar na contramão da ação que vem para te destruir. Em vez de ficar desmotivado e entregar os piores resultados, você vai fazer o melhor! Vai fazer com que o seu trabalho apareça. Desta forma, você denunciará a mediocridade e o relaxo das pessoas que estão à sua volta ou em patamares superiores.

Desta forma, você chamará a atenção daqueles que te lideram. Eles te darão mais responsabilidades, porque você se apresentou como uma pessoa digna de confiança e disposta a trabalhar.

“E se eu nunca for reconhecido?” Analisa comigo: quem trabalha com toda sua força, com todo o seu coração, ainda que não seja reconhecido pelo próprio chefe, será reconhecido pelos colegas de trabalho. Um bom profissional nunca passará despercebido.

Quantos testemunhos existem de pessoas que estavam procurando emprego e que, pelo grande profissionalismo que tinham nas outras empresas, foram lembradas pelos antigos colegas de trabalho. E estes mesmos colegas as indicaram para cargos ainda melhores!

O que eu tenho pra te dizer hoje é que vale a pena semear! 

Vale a apena pagar o preço!  

Não é só porque você está em um ambiente de comodismo que você vai agir da mesma forma! Seja produtivo, aja diferente, mas sem falar! Deixe que seu trabalho fale por você. Pessoas que tumultuam, criam escândalos e que reclamam são malvistas. Este movimento gera rejeição. Mas, se você for participativo, produtivo e apresentar novas ideias, você será reconhecido!

Faça do seu trabalho o seu argumento!!!

Crianças não são bandeiras ideológicas. São vidas preciosas aos olhos de Deus.

A proteção de crianças e adolescentes deveria ser um ponto de união da sociedade. No entanto, até mesmo essa causa fundamental tem se transformado em campo de disputa política e moral. Casos de violência, abusos, insegurança digital e ameaças à integridade da infância têm mobilizado intensamente perfis evangélicos das mais variadas correntes políticas.

Existe, sem dúvida, uma convergência importante: crianças e adolescentes precisam ser protegidos. Mas os caminhos propostos frequentemente se opõem. Em setores identificados com a esquerda, predominam as cobranças por políticas públicas, direitos sociais e maior atuação do Estado. Em setores associados à direita, ganham destaque a segurança pública, o endurecimento das leis e a punição dos criminosos. A discussão, porém, não pode terminar em uma disputa entre lados.

A Bíblia nos chama a olhar para a criança não como instrumento de debate ideológico, mas como alguém precioso diante de Deus. Jesus declarou:

“Deixem as crianças vir a mim. Não as impeçam, pois o reino dos céus pertence aos que são como elas.”
Mateus 19:14, NVT

Essa palavra revela o valor que Cristo atribui aos pequenos. Impedir uma criança de viver com segurança, dignidade, educação, proteção e esperança é uma questão que deve inquietar profundamente a consciência cristã. A igreja não pode assistir silenciosamente à destruição da infância, seja pela violência física, pelo abuso, pelo abandono ou pelos perigos que hoje também habitam o mundo digital.

A Palavra de Deus também afirma:

“Defendam os direitos dos pobres e dos órfãos; façam justiça aos aflitos e necessitados.”
Salmo 82:3, NVT

A aplicação é clara: defender os vulneráveis faz parte da responsabilidade moral do povo de Deus. Isso exige que a sociedade tenha mecanismos eficientes de proteção, que os criminosos respondam por seus atos e que as famílias recebam condições para cuidar adequadamente de seus filhos. Justiça, proteção e responsabilidade não deveriam ser inimigas.

Entretanto, a contribuição da igreja precisa ir ainda mais longe. Nenhuma lei, por mais necessária que seja, consegue por si mesma transformar completamente o coração humano. A violência, a perversidade e o desprezo pela vida revelam também a profundidade do pecado.

Por isso, o Evangelho continua sendo indispensável. Paulo escreveu:

“Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas passaram; eis que surgiram coisas novas!”
2 Coríntios 5:17, NVT

A transformação promovida por Cristo alcança o indivíduo e produz consequências na sociedade. O Evangelho pode restaurar o agressor arrependido, fortalecer a família, despertar responsabilidade nos pais, formar consciência moral nos jovens e levantar homens e mulheres comprometidos com a defesa dos mais frágeis.

Espera-se, portanto, uma manifestação clara, firme e decisiva das igrejas. Não uma igreja refém da esquerda ou da direita, mas uma igreja fiel ao Senhor Jesus Cristo. Não uma comunidade indiferente às questões sociais, mas também não uma instituição que imagine ser possível resolver todos os dramas humanos apenas por meio da política.

A proteção da infância exige leis justas, segurança eficiente, educação, responsabilidade familiar, prevenção e políticas públicas. Mas exige, acima de tudo, corações transformados.

A igreja possui uma mensagem que nenhum partido pode substituir:

O poder inigualável do Evangelho para transformar vidas, restaurar famílias, promover a dignidade humana e dar novo significado à existência.

Quando a infância está ameaçada, a igreja não pode se calar. Crianças não são bandeiras ideológicas. São vidas. E vidas são preciosas aos olhos de Deus.

QUATRO TIPOS E MODELOS DE ORAÇÃO

O apóstolo Paulo destaca a necessidade de uma vida de oração rica e abrangente, que inclui  diferentes formas de comunicação com Deus. Com base em 1ªTimóteo 2:1 , aprendemos ensinamentos profundos sobre a importância da oração em nossa vida pessoal e na vida comunitária da igreja.

1ªTimóteo 2:1 diz: "Em primeiro lugar, recomendo que sejam feitas petições, orações, intercessões e ações de graça em favor de todos".

Além de colocar a oração como prioridade, Paulo especifica quatro tipos distintos de comunicação com Deus: petições, orações, intercessões e ações de graça. Cada tipo de oração tem um propósito específico, e, no conjunto formam um quadro completo de como deve ser a nossa relação com Deus.

1.                                   1. Petições: São pedidos específicos que fazemos a Deus, mencionando nossas próprias necessidades. É um reconhecimento de que dependemos de Deus para tudo.

·      Modelo de Oração de Petição: "Senhor Deus, eu Te agradeço por mais um dia. Peço que me concedas sabedoria para lidar com os desafios que virão hoje, força para superar as dificuldades e discernimento para tomar as decisões corretas. Ajuda-me a ser um bom servo Teu em tudo o que eu fizer. Em nome de Jesus, Amém."

2.   Orações: Este termo é mais genérico e pode englobar toda a comunicação com Deus, incluindo adoração, confissão e súplica. É aquele diálogo contínuo com o Pai.

- Modelo de Oração Geral: "Deus Todo-Poderoso, eu Te adoro pela Tua santidade e pelo Teu amor. Peço perdão pelos meus pecados e por todas as vezes que falhei em Te agradar. Eu Te entrego este dia e todas as minhas preocupações, confiando que Tu tens o controle de tudo. Em nome de Jesus, Amém.       

3·      Intercessões: São as orações que fazemos em favor de outras pessoas. Paulo destaca que devemos orar  ou interceder "em favor de todos". Isso demonstra o coração de Deus, querendo a salvação e o bem-estar de todos.

·      Modelo de Oração de Intercessão: "Amado Pai, eu Te rogo hoje por aqueles que estão sofrendo, pelos doentes, pelos desempregados e pelos que estão em necessidade. Peço que estendas a Tua mão de cura e provisão sobre eles. Intercedo também pelos líderes de nossa nação, para que governem com justiça e sabedoria. Que o Teu reino venha e a Tua vontade seja feita. Em nome de Jesus, Amém."

4.     Ações de Graça: São declarações em que expressamos nossa gratidão a Deus. Paulo nos lembra de agradecer a Deus em todas as situações. A gratidão nos ajuda a manter o foco nas bênçãos de Deus, mesmo em meio às dificuldades e complicações da vida diária.

·      Modelo de Oração de Ação de Graças: "Pai Celestial, meu coração transborda de alegria e de gratidão por todas as Tuas bênçãos. Agradeço pela salvação em Cristo Jesus, agradeço pela minha família, pelos amigos e pela igreja. Obrigado, Senhor, por Tua fidelidade, por Tua misericórdia que se renova a cada manhã e pelo Teu amor infinito. Em nome de Jesus, Amém."

Paulo em 1ªTimóteo 2:1  nos convoca e intima para cultivarmos uma vida de oração vibrante e fervorosa o tempo todo. Praticar essas diferentes formas de oração, vai reforçar nosso relacionamento com Deus, ficando evidente nosso amor pelo próximo e renovando a contribuição para o avanço do Reino de Deus.

Que possamos levar a sério este chamado e fazer da oração uma prioridade em nossas vidas.