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VOCÊ NUNCA ESTÁ SOZINHO! A Presença lhe Abre o Caminho

É a mais pura verdade:Você nunca está sozinho, porque a Presença do Todo-Poderoso lhe abre o Caminho. Muitas vezes a caminhada da fé nos coloca diante de desertos imensos e nos desafia a caminharmos gemendo com dores que parecem acima das nossas forças. O cansaço traz o desânimo para bater à nossa porta e o Maligno cochicha aos ouvidos que fomos esquecidos.

 

Mas a palavra profética do Senhor para a sua vida hoje é: você nunca está sozinho!

Em Deuteronômio 31:8 o texto bíblico nos garante: "O próprio Senhor irá à sua frente e estará com você; ele nunca o deixará nem o abandonará. Não tenha medo nem desanime."

Debaixo da unção do Espírito Santo, entenda que o Deus que você serve não está disfarçado e não segue de longe. O Senhor dos Exércitos está indo adiante de você. Ele quebra as correntes, derruba as muralhas e prepara o terreno antes mesmo de você dar o primeiro passo. A presença de Deus deve ser sua primeira idéia, deve ser a manchete principal, porque o abandono não faz parte do dicionário do Céu para os filhos do Pai Todo-Poderoso.

Quando o vento soprar forte, revoltando as ondas do mar da vida, tenha certeza de que a Presença invisível está contigo, guiando cada detalhe da sua caminhada, para lhe trazer aquela paz profunda que o mundo não consegue entender e muito menos arrancar do seu coração. E, se lhe faltarem forças, o Consolador vai renovar as suas forças e derramar coragem nova todos os dias da sua existência.

 

Aproveito para confirmar essa promessa, no altar do seu coração, mostrando que Jesus nos dá uma garantia poderosa em Mateus 28:20: "E lembrem-se disto: estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos."

 

Não desanime! O mesmo Deus que libertou Israel da escravidão, vergonha e sofrimento, foi o mesmo que abriu o Mar Vermelho, e assume o Comando da sua situação, e vai à sua frente a partir de agora. Receba o renovo das suas forças, sinta o abraço acolhedor do Espírito Santo e marche com a certeza de que a vitória já está garantida pela presença daquele que nunca falha. Amém?!

 


🚨 ALERTA DE SPOILER (Do que realmente importa):

Sabe aquela mania que muita gente tem de viver de olho na vida dos outros, julgando cada passo e apontando o dedo? A Bíblia dá um "choque de realidade" bem grande na gente sobre isso.

Olha só o que está escrito:
--- "Assim, pois, cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus." (Romanos 14:12)
--- "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo..." (2ªCoríntios 5:10)

Juntando esses dois versículos, o recado é direto e objetivo: No final das contas, o CPF é individual.

Não vai adiantar querer usar a desculpa do "mas fulano fez pior" ou "todo mundo estava fazendo". Diante de Deus, a conversa vai ser olho no olho, e cada um vai responder pelas suas próprias escolhas, atitudes e palavras.

Isso não é para me dar medo, é para me dar foco.

Em vez de gastar energia cuidando da vida alheia, que tal a gente focar em construir uma história da qual nós tenhamos a tranquilidade na hora de prestar contas amanhã? Vamos cuidar do nosso coração, das nossas ações e deixar o julgamento dos outros com Quem realmente tem autoridade para julgar, que é exclusivamente, Deus.

A VITÓRIA QUE VEM PELA INTEGRIDADE

"Mas, apesar de tudo isso, somos mais que vencedores por meio daquele que nos amou." -- Romanos 8:37.

Neste mundo em que vivemos, ser vencedor pode significar acumular riquezas, patrimônio, status, passar num concurso ou até derrotar rivais e opositores. Mas, para nós, servos de Jesus, a expressão "mais que vencedor" indica alguém que sai da missão completamente vitorioso. Essa vitória total não é material, mas sim espiritual: é vencer mantendo a integridade inabalável a Deus diante das pressões, tentações e perseguições causadas por Satanás.

1: Vencer o Mundo Pela Fé ativa -- O apóstolo Paulo deixa claro que o cristão enfrenta tribulações e perigos. Contudo, nossa vitória não consiste em evitar o sofrimento, mas em resistir ao sofrimento e tribulações sem perder a compostura. Satanás usa o desânimo e os ataques contra a nossa fé para tentar romper nossa aliança com Deus.

·        1ªJoão 5:4 -- "Porque todo filho de Deus vence este mundo, e a vitória que vence o mundo é a nossa fé."

Aqui, vencer o mundo exige uma vida moral limpa, com alicerce na Palavra. Essa fé ativa funciona como um escudo que nos protege de sermos moldados pelo atual sistema de coisas, atitudes e comportamentos.

2: A Força que Vem de Deus -- Nenhum ser humano consegue ser "mais que vencedor" por esforço próprio. A nossa capacidade de perseverar vem exclusivamente da ajuda do Espírito Santo e do profundo amor de Deus, demonstrado de forma suprema pelo sacrifício de resgate de Jesus Cristo. É esse amor que nos sustenta quando enfrentamos provações extremas.

·        Filipenses 4:13 -- "Posso todas as coisas por meio de Cristo, que me dá forças."

Quando alguém enfrenta oposição familiar, profissional ou até mesmo dentro da igreja não tem como confiar na própria carne, mas sim no poder que o Criador providencia e transfere a nós para suportarmos além do limite normal.

Portanto, a declaração de Romanos 8:37 é uma garantia de triunfo espiritual. Não importa a intensidade do teste ou a severidade da perseguição: se permanecermos unidos, ligados fortemente a Cristo, nossa vitória final já está decretada. Ao mantermos o foco na esperança do Reino e na soberania divina, sairemos inteiramente vitoriosos, protegidos pelo amor eterno de nosso Deus. Amém.

ESTAR VIVO É MUITO MAIS DO QUE ESTAR OCUPADO

Ocupados, sim. Mas, estamos vivos ou vegetando? Vivemos numa época em que estar ocupado parece ser uma prova de que estamos vivos, somos úteis e temos alguma importância. A frase “Quanto mais ocupados estamos, mais agudamente sentimos que estamos vivos”, atribuída em paráfrase ao pensamento do filósofo Immanuel Kant, do século XVIII, chama a atenção para uma realidade do nosso tempo: quando temos objetivos, projetos e tarefas a cumprir, parece que a vida ganha mais sentido.

Quanto mais ocupado, mais sinto que estou vivo. 

De fato, ocupar a mente e empregar o tempo em atividades proveitosas pode trazer satisfação, estimular a criatividade e fortalecer nosso senso de responsabilidade. Quando sabemos aonde queremos chegar, o dia deixa de ser apenas uma sucessão de horas e passa a representar oportunidades de realizar algo significativo. Entretanto, como cristãos, precisamos fazer uma pergunta: estamos ocupando o nosso tempo com aquilo que realmente importa?

Nem toda ocupação significa produtividade, assim como nem toda agenda cheia representa uma vida bem vivida. Podemos passar os dias correndo de um compromisso para outro, trabalhando sem descanso, acumulando tarefas e perseguindo metas, mas permanecer vazios espiritualmente. Há pessoas tão absorvidas pelos afazeres que já não encontram tempo para a família, para a oração, para a leitura da Palavra de Deus e para ouvir a voz do Senhor.

Jesus nos ensina, em Mateus 6:33 (NVT): “Busquem, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão dadas.” Essa orientação não condena o trabalho nem a dedicação aos nossos projetos. Pelo contrário, coloca cada coisa em seu devido lugar. Deus não precisa ser apenas mais um compromisso em nossa agenda; Ele deve ocupar o centro de nossa existência, orientando nossas escolhas e prioridades.

Também precisamos compreender que descansar não significa desperdiçar a vida. Em Marcos 6:31 (NVT), Jesus convida seus discípulos: “Venham comigo para um lugar deserto e descansem um pouco”. O próprio Senhor reconhece a necessidade de interromper as atividades. O descanso adequado renova nossas forças e nos ajuda a perceber que nosso valor não depende exclusivamente daquilo que produzimos.

Por outro lado, o tempo não deve ser desperdiçado com distrações intermináveis, preocupações inúteis ou atividades que não edificam. Paulo recomenda em Efésios 5:15-16 (NVT) que vivamos com cuidado, aproveitando bem cada oportunidade. Isso significa administrar os dias com sabedoria, sem transformar a ocupação em uma obsessão ou a produtividade em um ídolo.

Estar vivo é muito mais do que estar ocupado.

Estar vivo é trabalhar com responsabilidade, amar com sinceridade, servir ao próximo, cuidar da família e cultivar uma comunhão verdadeira com Deus.

A questão, portanto, não é simplesmente quantas tarefas conseguimos realizar, mas que tipo de pessoas estamos nos tornando enquanto realizamos essas tarefas. Afinal, podemos terminar um dia exaustos por tantas atividades e, ainda assim, deixar de fazer aquilo que dá sentido à vida.

Que Deus nos conceda sabedoria para ocupar bem o nosso tempo. Que junto com a sabedoria venha o discernimento para reconhecer nossas prioridades e humildade para compreender que uma vida plena não é medida pelo tamanho da agenda, mas pela fidelidade com que vivemos diante do nosso Deus e Senhor.

 

ESGOTAMENTO FÍSICO E MENTAL? CUIDADO

Vivemos na época da mega conectividade. Vivemos com o sentimento de que precisamos produzir 24 horas por dia, 7 dias por semana. O exagero no acesso concomitante e automático às diversas mídias e redes demonstra que, em nome de uma suposta “conexão total” estamos comprometendo a nossa estrutura física, mental e relacional. Esse equívoco tem levado milhões de cristãos ao limite do esgotamento mental e emocional, à beira de um ataque de nervos.

-- Será que essa correria é o plano de Deus?

-- Gênesis 2:3 – Deus descansa da sua obra de 7 dias, e institui um dia de descanso. O descanso não é pecado, não é preguiça; é um princípio divino de renovação. A Bíblia nos mostra que o próprio Criador descansou no sétimo dia. Se o seu cérebro está travando, sua criatividade sumiu e a paz deu lugar à ansiedade, esta palavra que o Senhor me deu é todinha pra você.

Trago aqui 7 sinais (com base na Bíblia NVT) de que seu cérebro precisa de uma pausa estratégica.

1. Ausência de paz interior e Ansiedade

-- Filipenses 4:6-7 --- "Não se preocupem com nada; em vez disso, orem sobre tudo. Contem a Deus as suas necessidades e não se esqueçam de agradecer."

Caso você esteja o dia todo preocupado, com a mente acelerada e incapaz de experimentar a "paz de Deus que excede todo o entendimento", seu cérebro está girando acima do limite / capacidade. Tá na hora de trocar a preocupação pela oração. A pausa começa quando passamos o fardo para Deus.

2. Esgotamento físico e mental

Mateus 11:28 --"Venham a mim, todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso."

-- O cansaço extremo é aquele que o sono não resolve: dificuldade de concentração, falta de foco, irritação o tempo todo. Jesus não convida a gente apenas para um intervalo ou coffee breake, uma pausa espiritual. O chamado do Mestre é para um refrigério, um alívio total. Reconhecer que "estou sobrecarregado" é o primeiro passo para aceitar o convite - desafio de Jesus para descansar.

3. Falta de foco na Palavra e omissão na Caridade

-- Colossenses 3:2 -- "Pensem nas coisas do alto (Reino do céu), não nas coisas da terra."

-- Quando minha mente está tão poluída e cheia de problemas terrenos (trabalho, dívidas, más notícias, falta saúde) a gente não consegue meditar na Bíblia ou orar, devo reconhecer que preciso, com urgência  limpar minha memória. Parar tudo e deletar todo o lixo mental. O descanso mental muitas vezes vem quando focamos no que é eterno, aliviando o peso do imediatismo terrestre.

4. Ansiedade pelo futuro e medo

-- Provérbios 3:24 -- "Quando se deitar, não terá medo; ao deitar-se, seu sono será tranquilo."

-- A insônia, os pesadelos e o medo constante do que pode acontecer amanhã. O descanso bíblico é acompanhado de confiança. Se você não dorme, seu cérebro não se restaura. Confie o amanhã a Deus e permita-se descansar hoje. Memorize versos dos Salmos, habitue-se a recitá-los enquanto espera o sono chegar.

5. Estopim curto e respostas grosseiras

Eclesiastes 7:9 --- "Não se irrite facilmente, pois a ira habita no íntimo dos tolos."

--Você se tornou uma pessoa explosiva, impaciente e rude com os outros por pequenas coisas. A mente exausta perde o filtro emocional. Pausar para se acalmar é um ato de sabedoria, não de fraqueza.

6. Desânimo espiritual e desgaste emocional

2ª Coríntios 4:16"---Por isso não desanimamos. Embora o nosso exterior esteja se desgastando, o nosso interior é renovado dia a dia." A sensação de que você não consegue mais continuar, um cansaço que atinge sua alma. Entenda que o corpo se desgasta, mas o espírito precisa de renovo diário. Esse renovo só vem quando paramos para buscar a presença de Deus, e não fazendo mais coisas.

7. Só dá vontade de se isolar de tudo

-- Salmos 116:7  -- "Volte a descansar, minha alma, pois o Senhor foi bom para você."

Um desejo profundo de sumir, desligar o celular e fugir das responsabilidades. A sua alma precisa "voltar a descansar". Essa é uma pausa de silêncio e reflexão, reconhecendo a bondade de Deus, em vez de focar na sua exaustão.

DESCANSAR A MENTE NÃO SIGNIFICA  DORMIR O DIA TODO. SIGNIFICA MUDAR O FOCO.

  1. Desligue de tudo: Tire uma hora sem telas (celular, TV, computador).
  2. Curta o silêncio: Tire um tempo de silêncio e oração, sem pedir nada, apenas sentindo a presença de Deus.
  3. Pratique a Contemplação: Saia para caminhar e observe a criação de Deus (o céu, as árvores).

Desafio

Nesta semana, escolha um dia (ou um turno) para fazer uma pausa voltada para Deus. Desligue as redes sociais, pare de verificar e-mails de trabalho e dedique esse tempo a atividades que revigoram sua mente: leitura bíblica prazerosa, um louvor calmo, uma conversa com a família ou um sono revigorante.

Lembre-se: Você não é uma máquina. Você é um filho/filha de Deus, criado para desfrutar da vida, não apenas para produzir resultados.

“O Senhor está perto de todos que o invocam, de todos que o invocam com sinceridade.” Salmos 145:18


 


O TERROR MATA, A GRAÇA TRAZ VIDA

Maturidade ou fogo santo?- O que Hebreus 12:29 nos ensina sobre Deus numa de suas manifestações mais rigorosas? 

Olhando assim, de primeira, parece até que Deus está pronto para nos destruir com um raio, né? Mas calma! Vamos entender o mistério. Sabe aquele momento em que a igreja está fervorosa, glorificando e o pregador traz aquela palavra forte que flui na unção? Pois é, o final de Hebreus 12 faz exatamente isso com a nossa alma quando nos alerta dizendo: "Porque o nosso Deus é um fogo consumidor".

No Antigo Testamento, lá no Monte Sinai, a manifestação da Presença foi na base do terremoto: fogo, fumaça, trovão e um medo terrível de chegar perto. Mas hoje, pela graça de Jesus, nós não estamos no Sinai do medo; nós estamos no Monte Sião, o lugar da comunhão e do acesso direto ao Trono pelo sangue do Cordeiro. O terror que matava virou Graça que traz vida!

Então, por que Ele ainda é chamado de fogo consumidor? Irmãos, o fogo de Deus não vem para queimar a pessoa, mas, para queimar o pecado que insiste em nos afastar Dele. O fogo do Senhor tem dois propósitos:

·    1.    Purificar a prata e o ouro: Ele limpa o nosso caráter, tira as impurezas e nos molda.

·    2.    Provar as nossas obras: Como o apóstolo Paulo disse, nossas obras vão passar pelo teste do fogo. O que for palha vai virar cinza, mas o que for ouro vai brilhar ainda mais!

 A sarça que Moisés viu ardia, mas não se consumia. Esse é o milagre: a presença de Deus é poderosa, é santa, mas ela nos preserva e nos refina. Quando o Espírito Santo desce como fogo, Ele não vem para trazer destruição. Ele vem para avivar, renovar as forças e queimar toda a frieza, desvio e indiferença espiritual.

Deus é amor, sim, mas Ele também é santo, justo e soberano. Por isso, a nossa resposta a esse amor precisa ser uma vida de reverência, temor e busca contínua por santificação, justiça e submissão. Não brinque com as coisas de Deus. Deixe o Fogo Santo queimar tudo o que não presta na sua vida hoje para que você possa herdar o Reino inabalável reservado aos servos bons e fiéis. "Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor". Mateus 25:21-23.

Receba essa palavra, dê um "Glória a Deus" aí onde você está e deixe o fogo santo purificar o seu coração!

CONTINUE FIRME: DEUS É FIEL

 Jó era um homem íntegro, justo, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1:1). Ele tinha família, bens e uma vida próspera. Mas sua maior riqueza não estava no que possuía — estava em seu relacionamento com Deus.

Jó perdeu seus bens, seus filhos e sua saúde. Mesmo sem entender o motivo de tanto sofrimento, ele passou por momentos de profunda dor e questionamento. Ainda assim, sua história mostra que a fé verdadeira não depende apenas das bênçãos que recebemos.

Em meio à provação, Jó declarou:

> “Eu sei que o meu Redentor vive.” Jó 19:25

Deus não abandonou Jó. Depois de todo o processo, o Senhor restaurou sua vida e lhe concedeu muito mais do que ele tinha antes (Jó 42:10).

O que aprendemos com Jó?

Deus pode permitir que passemos por vales, mas Ele continua presente.

A provação não significa que Deus nos esqueceu. Às vezes, não entendemos o processo, mas podemos continuar confiando no caráter de Deus.

Jó nos ensina que perder coisas não significa perder Deus. E quando tudo parece ter acabado, o Senhor ainda pode escrever um novo capítulo.

A história de Jó não termina na dor. Termina na restauração.

 Continue firme. O Deus que esteve com Jó no sofrimento é o mesmo Deus que pode transformar o seu “sofrimento ” em um testemunho de que “Deus foi fiel”.

VALORES CRISTÃOS NAS ELEIÇÕES: FÉ, CONSCIÊNCIA E RESPONSABILIDADE

No grande dia do acerto de contas, Deus não vai cobrar se votamos nesse ou naquele candidato, mas, sim, se fomos fiéis a Cristo e o que fizemos com os talentos, competências e oportunidades que nos deu.

É curioso como, em épocas eleitorais, o tema “valores cristãos” sempre aparece com destaque para a necessidade de defendê-los na política. Sim, os valores cristãos devem ser defendidos o tempo todo. Mas, antes, é preciso esclarecer: na política, essa defesa de valores exige clareza, definição e comprometimento na prática. Não resolve decorar a Bíblia e não viver como ela ensina.

1º) Que tipo de valores cristãos estão em jogo? No geral, os candidatos se declaram a favor de alguns desses valores e não de outros.

2º) Que tipos de valores cristãos necessitam de iniciativa política, ou ação legislativa do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados, para serem transformados em lei?

3º) Quais valores cristãos devem ficar por conta exclusiva de iniciativa da sociedade civil, sem que sejam impostos a todos, para que não haja afronta aos limites constitucionais?

É urgente defendermos os valores cristãos na política!

Porém, eu não posso impor a outros os princípios aos quais, por liberdade de consciência, eu adotei para minha vida pessoal. Por exemplo, o princípio da moralidade. O significado, o conceito e a extensão que a moralidade bíblica possui devem ser intensamente vivenciados, na prática, jamais impostos.

Paulo nos oferece um princípio importante para essa reflexão em Romanos 14:5 (NVT): “Cada um deve estar plenamente convicto em sua própria mente.” A fé cristã precisa produzir convicções verdadeiras e uma vida coerente, mas isso não significa transformar toda convicção pessoal em instrumento de imposição sobre a consciência alheia.

Uma sociedade amoral é imoral. Mas cada um pagará o preço de suas escolhas. Entretanto, nem tudo o que seguimos na vida pessoal e recomendamos no púlpito pode ser objeto de proposta política. Porque existem efeitos negativos indesejados em propostas legislativas, que anulam os resultados pretendidos. Se vivemos numa sociedade onde a moral é relativa, então, se for obrigatória, deixa de ser uma qualidade, já não é virtude.

A Bíblia também nos lembra, em Miqueias 6:8 (NVT), que Deus requer de nós que pratiquemos a justiça, amemos a misericórdia e andemos humildemente com Ele. Esses princípios devem estar presentes na vida cristã e também orientar nossa responsabilidade diante da sociedade. Defender valores cristãos não é apenas falar sobre eles; é vivê-los com coerência, verdade e responsabilidade.

Não se deixe enganar pela falsa devoção

O discurso dos “valores cristãos”, com o nefasto consentimento de pastores e líderes, serve para engajar o voto evangélico a favor de certas candidaturas. Muito candidato sem propostas, ficha-suja, encontra guarida em igrejas grandes e pequenas, atuando em conluio, fazendo discursos travestidos de defesa dos “valores cristãos”.

Falta ética, falta moral e falta temor a Deus.

Por isso, precisamos de discernimento. Jesus nos advertiu em Mateus 7:16 (NVT): “É possível identificar as pessoas por suas ações.” Não basta alguém falar em nome de Deus, defender determinados valores ou apresentar-se como defensor da fé cristã. É necessário observar seus frutos, sua conduta, sua história e a coerência entre aquilo que diz e aquilo que pratica.

O nome de Cristo não pode ser usado como instrumento de manipulação eleitoral. A fé cristã não pode ser reduzida a uma estratégia para conquistar votos. E a igreja não pode entregar sua consciência a candidatos simplesmente porque utilizam uma linguagem religiosa.

Os valores cristãos devem, sim, ser defendidos. Mas precisam ser defendidos com verdade, discernimento, coerência e temor a Deus.

No grande dia do acêrto de contas, nossa fidelidade será medida diante do Senhor, e não diante dos partidos, dos candidatos ou das disputas eleitorais.


QUEREMOS RESPOSTAS RÁPIDAS E RESULTADOS IMEDIATOS

Queremos respostas rápidas, caminhos fáceis e resultados imediatos. Porém, os caminhos e planos de Deus são diferentes dos nossos. --- “Meus pensamentos não se parecem em nada com os pensamentos de vocês”, diz o SENHOR. “E meus caminhos estão muito além de tudo que vocês poderiam imaginar.” --- Isaías 55:8-9 (NVT)

Sabe? aqueles momentos em que a gente ora, espera e faz planos, mas Deus parece conduzir nossa vida por um caminho completamente diferente daquele que imaginávamos? É justamente nesses momentos que nossa fé é provada.

Isaías nos ensina que Deus não pensa como nós pensamos. Nós enxergamos o que está na frente dos olhos. Mas, Deus enxerga a história inteira. Nós vemos uma porta fechada. Mas, Deus pode estar nos livrando de um caminho que não conhecemos. Nós enxergamos demora. Mas, Deus pode estar trabalhando em algo que ainda não conseguimos perceber.

A questão não é apenas: “Eu consigo entender o que Deus está fazendo?” A verdadeira questão é: “Eu continuo confiando em Deus mesmo quando não consigo entender?”

1. DEUS PENSA ACIMA DA NOSSA CAPACIDADE DE COMPREENSÃO

Isaías 55:8 começa dizendo: “Meus pensamentos não se parecem em nada com os seus pensamentos.”

Isso significa que Deus não está limitado pela nossa visão, experiência ou lógica. Muitas vezes queremos que Deus confirme aquilo que já decidimos. Queremos respostas rápidas, caminhos fáceis e resultados imediatos.

Mas Deus continua sendo Deus quando sua resposta é diferente daquilo que pedimos. A fé não significa compreender tudo. Fé significa continuar confiando naquele que conhece todas as coisas.

2. OS CAMINHOS DE DEUS PODEM SER DIFERENTES, MAS ELE CONTINUA NO CONTROLE

Provérbios 3:5-6 (NVT) declara: “Confie no SENHOR de todo o coração; não dependa de seu próprio entendimento. Busque a vontade dele em tudo que fizer, e ele lhe mostrará qual o caminho a seguir.”

Observe a ordem: confie, não dependa apenas do seu entendimento e busque a vontade de Deus.

Há situações em que nossa ansiedade nasce justamente da tentativa de controlar aquilo que deveria ser entregue ao Senhor. Isso não significa passividade. Significa caminhar, orar, trabalhar e tomar decisões, mas reconhecendo que nossa visão é limitada. Quando não conseguimos enxergar a próxima etapa, ainda podemos confiar naquele que enxerga o caminho inteiro.

3. DEUS TRABALHA MESMO QUANDO NÃO CONSIGO VER

Romanos 8:28 (NVT) afirma: “E sabemos que Deus faz todas as coisas cooperarem para o bem daqueles que o amam e são chamados de acordo com seu propósito.”

O texto não diz que todas as coisas são boas. Há perdas, lágrimas, portas fechadas, decepções e períodos de silêncio. Mas Deus pode trabalhar até mesmo através dessas circunstâncias. Aquilo que hoje parece sem sentido pode, amanhã, revelar uma parte do propósito de Deus que nossos olhos ainda não conseguem enxergar.

Por isso, não abandone a fé porque o caminho mudou. Não conclua que Deus o abandonou porque a resposta demorou. O silêncio de Deus não significa ausência de Deus.

Talvez hoje você esteja diante de uma situação que não entende. Talvez tenha perguntado muitas vezes: “Senhor, por que isso está acontecendo comigo?”

Isaías nos chama a levantar os olhos acima das circunstâncias. Você não precisa entender tudo para confiar em Deus.

Seus pensamentos são maiores. Seus caminhos são mais altos. Sua sabedoria é perfeita. E seu amor continua presente.

Entregue novamente ao Senhor aquilo que você está tentando controlar. Ore, confie e continue caminhando. Deus continua no controle.

Oremos : Senhor meu Deus, eu reconheço que muitas vezes quero compreender tudo e controlar todas as coisas. Mas hoje entrego novamente minha vida em tuas mãos. Quando eu não entender teus caminhos, aumenta minha fé. Quando eu não enxergar uma saída, dá-me coragem para continuar caminhando. Quando a resposta demorar, livra-me da ansiedade, da dúvida e do desânimo. Eu creio que teus pensamentos são maiores que os meus e que teus caminhos são superiores aos meus. Toma aquilo que eu não consigo resolver. Abre as portas que estiverem de acordo com tua vontade e fecha aquelas que não fazem parte do teu propósito. --- Eu declaro que não vou abandonar a fé por causa das circunstâncias. Vou continuar orando, esperando e confiando.

Senhor, conduz minha vida, minha família, meus projetos e meu futuro. Que a tua vontade prevaleça sobre a minha vontade. Em nome de Jesus. Amém!

 

A BATALHA NÃO SERÁ VENCIDA PELA POLARIZAÇÃO NEM PELO MEDO

“Porque Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, amor e autodisciplina.” 2ªTimóteo 1.7 - NVT.

Meus irmãos e irmãs, a coragem do cristão não nasce da personalidade forte, do enfrentamento desaforado nem da certeza de que sempre a vitória vai sorrir pra nós. Nossa coragem e ousadia nasce da nossa confiança e comunhão com Deus.

Lembrar-se do Senhor muda totalmente a maneira como vamos enfrentar o mundo.

Neemias não prometeu ao povo que seus inimigos iriam desaparecer. Ele fez algo melhor: lembrou de quem estava com eles. Essa verdade também precisa voltar a ocupar, novamente, o centro da nossa mente. Ninguém é chamado a medir a força de Deus pela quantidade de pessoas que concordam com a nossa opinião. Deus continua sendo Deus quando somos maioria e quando somos minoria; quando somos aplaudidos e quando somos criticados.

Jesus disse: “Neste mundo vocês terão aflições. Mas animem-se! Eu venci o mundo.” (João 16.33, NVT)

Observe que Cristo não prometeu ausência de aflições. Ele prometeu algo maior: nossa vitória. Por isso, quando nós enfrentamos oposição, não devemos agir como quem perdeu a esperança. Quando valores bíblicos são questionados, não precisamos entrar em pânico. Quando somos pressionados a chamar de normal aquilo que a Escritura não chama de normal, precisamos voltar à Palavra e lembrar-nos do Senhor.

O medo faz a ameaça parecer enorme e Deus parecer distante. A fé faz exatamente o contrário: reconhece a realidade da ameaça, mas contempla a soberania de Deus.

Lute por aquilo que Deus lhe confiou

Neemias também fala de uma responsabilidade concreta: “lutem por seus irmãos, seus filhos e filhas, suas mulheres e seus lares”. 

Lute pelo seu país, lute contra a imoralidade, lute contra a injustiça e a corrupção. É dever de todo cristão autêntico se posicionar sem paixão e sem medo. A Nação está sendo ameaçada em sua estrutura institucional e a futura realidade pode piorar caso não haja uma reação, um clamor a Deus com sincero arrependimento e conversão. A voz profética da Igreja tem que chegar, com urgência aos governantes com palavras firmes e objetivas, porque o Dia do acerto de contas se aproxima.

A gente não pode limitar nossa preocupação às quatro paredes da casa. Existe uma geração crescendo em meio a uma avalanche de informações, ideias, fake news , comportamentos e valores. Pais precisam proteger seus lares. Líderes precisam ensinar a Palavra. Igrejas precisam discipular seus membros. Cristãos precisam viver aquilo que professam.

Lutar, nesse contexto, não significa odiar pessoas. Significa permanecer fiel. Significa ensinar nossos filhos a conhecerem a Bíblia. Significa não negociar a verdade para receber aprovação. Significa amar pessoas sem abandonar aquilo que Deus ordenou. Significa permanecer de pé quando seria mais fácil simplesmente acompanhar a multidão.

A grande batalha não será vencida pela polarização ou pelo medo. Será vencida por nossa fidelidade a Cristo. E talvez esta seja a grande mensagem de Neemias para nós hoje: não se esqueça de quem está no controle. O mundo muda. As circunstâncias mudam. Governos mudam, opiniões mudam, tecnologias mudam e gerações passam. Mas o Senhor permanece.

Ceder por medo é esquecer a grandeza de Deus. Permanecer fiel é declarar, com a própria vida, que confiamos nele. Como Neemias, precisamos olhar para o Senhor e continuar reconstruindo: nossa fé, nossas famílias, nossas igrejas e nossa esperança. 

COMO É DIFÍCIL CRER NESSE DEUS!

“Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos!” (Romanos 11.33) "Como são grandes as riquezas, a  sabedoria e o conhecimento de Deus! É impossível entendermos suas decisões e seus caminhos!" (NVT).

Caso Deus fosse humano como a gente, mesmo que muito maior do que nós, penso que seria bem mais simples entender e crer nele. Como escreveu o jornalista e pastor Elben César (1930/2016),  

"Se Deus fosse visível aos olhos humanos, audível aos ouvidos humanos e palpável às mãos humanas, seria bem mais fácil crer nele. Se Deus tivesse começo como nós temos, seria bem mais fácil crer nele. Se Deus fosse de carne e osso como nós somos, seria bem mais fácil crer nele. Mas um Deus assim diminuído, do nosso tamanho, igual a nós, não nos atrairia, não nos faria dobrar os joelhos em contemplação e adoração, nem seria objeto de nossas orações de ações de graça, extravasamento, confissão e súplicas. Seria um Deus pobre, limitado no espaço e no tempo, contestado, desafiado, desrespeitado e derrubável.
"É preferível ter
 um Deus em quem é mais difícil crer do que um Deus medido e pesado. É preferível ter um Deus em quem é mais difícil crer a um Deus cuja voz pudesse ser gravada e cujos passos pudessem ser filmados. É preferível ter um Deus em quem é difícil crer a um Deus que precisasse de outro Deus, anterior a ele, para colocá-lo no palco da vida. É preferível ter um Deus em quem é difícil crer a um Deus que dependesse de comícios e “santinhos” para ser eleito pelas massas. É preferível ter um Deus em quem é difícil crer que nos faça semelhantes a ele a um Deus que fosse semelhante a nós. É preferível ter um Deus absolutamente santo e em quem é difícil crer a um Deus solto e condescendente com o pecado.

"É preferível ter um Deus absolutamente justo e em quem é difícil crer a um Deus que penda para o lado dos arrogantes, blasfemadores e escandalosos. O Deus em quem é difícil crer é insondável em sua plenitude, impenetrável em seus caminhos e incontável em seus feitos (Romanos 11.33). O Deus em quem é difícil crer é maravilhoso demais, majestoso demais e glorioso demais. O amor desse Deus que é difícil entender 
excede (ultrapassa) todo conhecimento, tem uma largura enorme, altura enorme, comprimento enorme e profundidade enorme (Efésios 3.18-19). As misericórdias do Deus difícil de entender são inesgotáveis, renovam-se cada manhã (Lamentações 3.22-23). O Deus em quem é difícil crer não é um Deus terráqueo, mas um Deus que governa todo o universo, todo o espaço, todo o tempo, todos os poderes, todas as coisas, todo o visível e todo o invisível"".

E, tem  gente que continua achando difícil aceitar esse Deus Único e Todo-Poderoso, e crer nas obras (realizações) de suas mãos!

MUITOS PROBLEMAS PARECEM FALHAS, MAS, SÃO ATAQUES DO MALIGNO

Estamos muito focados no que vemos. Esquecemos de que estamos em plena guerra espiritual. Imagine que muitos problemas escabrosos, em casa ou na mente podem não ser falhas. 

Raciocine comigo: Você tem se esforçado para andar no temor do Senhor, e nestes últimos tempos você tem conseguido ser regular e fiel. Justo agora e, apesar disso, em vez de paz você tem sofrido duros ataques do inimigo para roubar a sua paz. No capítulo 6 da carta Aos Efésios, a Bíblia nos alerta e orienta sobre essa luta. Não devemos usar raiva ou vingança contra o mal. Isso só nos derrota. Nessas horas de enfrentamento e peleja, todo cuidado é pouco.

Nossas armas vêm de Deus e são poderosas

Elas vêm do Espírito e do amor de Jesus. A oração com fé derruba barreiras que nossa força não consegue. Acorde para essa realidade. Pare de brigar com as pessoas. Dobre seus joelhos e ore. Viva em santidade. Use como fonte de motivação as promessas de Deus. Enfrente a escuridão com a luz do Evangelho.

Vamos orar?

Deus, Senhor dos Exércitos, eu venho à tua presença real e soberana. Sei que minha luta não é contra pessoas. Meu enfrentamento é contra forças do mal, forças invisíveis, mandadas pelo Inferno, com o propósito de me derrubar. Pai, eu declaro que Meu coração precisa de Ti. Peço perdão, Senhor, pelas vezes que reagi mal, nervoso, e fora da Palavra. Não busquei Tua força nem tua estratégia. Mas, agora, na humildade, e reconhecendo que teu plano é o melhor para mim, peço que Tu me revista com Tuas armaduras, e me mostre o caminho da vitória. Tomo posse do escudo e da espada do Teu Espírito. Eles me protegem e me fortalecem. Meu Pai amado, me ensina a lutar de joelhos, em oração. Peço livramento e vitória para mim. Peço proteção para minha família. Guia minhas orações. Em nome de Jesus. Amém.

 

O clamor de Habacuque: que o Senhor faça a sua obra sem demora!

O profeta Habacuque viveu na mesma época do profeta Jeremias, num tempo muito parecido com a atualidade do Brasil e do mundo: imoralidade pessoal e coletiva, corrupção geral, desvio espiritual e prevalência da injustiça. Ele sabia e anunciava que o julgamento de Deus se aproximava. Ele não se conformava com a vida torta e desregrada do povo que zombava de Deus.

Foi nessas circunstâncias que surgiu o conhecido clamor de Habacuque: “Senhor, ouvi falar da tua fama; tremo diante dos teus atos, Senhor. Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo; em tua ira, lembra-te da misericórdia” (Habacuque 3.2).

Dia após dia, ele prega relembrando os grandiosos milagres de Deus na história da nação de Israel rogando ao Senhor que faça novamente as mesmas obras realizadas no passado. Ele acredita que uma nova onda de milagres pode despertar a alma adormecida e pecaminosa do povo.

É por essa razão que costumamos, vez em quando, refazer a oração de Habacuque para clamar a Deus por um avivamento na igreja.

-- “Aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e, no decurso dos anos, faze-a conhecida”. “Edição Revista e Atualizada”

-- “Ó Eterno, mantém sempre viva tua obra [Israel] ao longo dos anos [de exílio]. No correr do tempo torna-a reconhecida”. “Bíblia Hebraica”

-- “Nesta hora em que precisamos tanto de ajuda, ajuda-nos novamente, como fez no passado! Mostre o seu poder, que pode nos salvar”. “Bíblia Viva”

O clamor de Habacuque é certeiro tanto no que é pedido quanto no tempo para o qual é pedido. Ele roga pedindo que o Senhor realize sua ação e demonstre cabalmente que controla a história, e que essa atitude divina aconteça de forma urgente, sem demora e sem adiamento para um futuro indeterminado, ficando sem tempo de alcançar aquela geração pecadora e desleixada.

Esse clamor suplicante pode provocar verdadeiras reviravoltas no povo de Deus, desde que saia mais do coração do que dos lábios, num ato de profunda humildade e contrição real diante do Eterno e Todo-Poderoso Senhor.

Vamos clamar com sinceridade por um novo e revolucionário avivamento?


O MEDO ESTÁ NOS FAZENDO ESQUECER DE DEUS?

 

O cristão autêntico, e a Igreja vivem sob pressão, o tempo todo, para amaciar sua mensagem e até para adaptar seus valores ao estilo de vida de uma sociedade profana e sem compromisso com Deus. Em muitos ambientes, aquilo que ontem era considerado convicção cristã hoje é tratado como intolerância; aquilo que a Bíblia apresenta como verdade passou a ser visto apenas como uma opinião entre tantas outras. Diante desse cenário, suge uma pergunta importante: como a Igreja deve reagir quando sofre pressão para abandonar aquilo em que crê?

A resposta de Neemias continua extremamente atual: “Não tenham medo deles! Lembrem-se do Senhor, que é grande e temível, e lutem por seus irmãos, seus filhos e filhas, suas mulheres e seus lares” (Neemias 4.14, NVT).

Jerusalém estava sendo reconstruída, Neemias estava governando com uma oposição fortíssima. As ameaças eram o dia todo, o desânimo se somava ao medo. O povo trabalhava com a ferramenta numa mão e a espada na outra. Neemias percebeu que o maior perigo não era a força do inimigo, mas o medo que invadia a mente dos que estavam reconstruindo os muros.

Diante dessa situação caótica ele não diz apenas: “Tenham coragem”. Mas, também aponta para Deus: “Lembrem-se do Senhor”. Essa é a palavra que o Espírito do Senhor fala e repete pra mim e pra você.

O problema não é a pressão, mas aquilo que fazemos diante da pressão.

Essa pressão sempre existiu contra nós e contra a Igreja. O que muda são os instrumentos utilizados. Hoje, além da oposição direta, existem as redes sociais, o medo do cancelamento, a necessidade de aprovação, as disputas ideológicas, o uso do púlpito a serviço da política e a tentação de transformar a fé em algo aceitável  e simpático para todos.

Para mim, não há problema em dialogar com a sociedade, porque o cristão não foi chamado para viver isolado. O problema começa quando, para ser aceito, ele precisa esconder aquilo que Deus revelou e ordenou.

É aqui que precisamos aprender algo muito sério: ceder à pressão por medo não é apenas uma questão de fraqueza humana; muitas vezes revela que estamos olhando mais para o tamanho da ameaça do que para a grandeza de Deus.

Quando o medo manda na nossa fidelidade, estamos, na prática, desconfiando do Senhor. Isso não significa que devemos procurar conflitos ou agir de maneira agressiva. O crente fiel não precisa de violência, arrogância ou hostilidade. Precisa de firmeza, verdade, amor e coragem.

“Pois Deus não nos deu espírito de covardia, mas de poder, amor e autodisciplina.” (2ªTimóteo 1.7, NVT)

Meus irmãos e irmãs, a coragem do cristão não nasce da personalidade forte, do enfrentamento desaforado nem da certeza de que sempre a vitória vai sorrir pra nós. Nossa coragem e ousadia nasce da nossa confiança e comunhão com Deus.

Lembrar-se do Senhor muda totalmente a maneira como vamos enfrentar o mundo.

Neemias não prometeu ao povo que seus inimigos iriam desaparecer. Ele fez algo melhor: lembrou de quem estava com eles. 

Jesus disse:  “Neste mundo vocês terão aflições. Mas animem-se! Eu venci o mundo.” (João 16.33, NVT). Observe que Cristo não prometeu ausência de aflições. Ele prometeu algo maior: nossa vitória. Por isso, quando nós enfrentamos oposição, ventos contrários, não devemos agir como quem perdeu a esperança. Não precisamos entrar em pânico. Quando somos pressionados a chamar de normal aquilo que a Escritura chama de pecado, precisamos voltar à Palavra e lembrar-nos do Senhor.

O medo faz a ameaça parecer enorme e Deus parecer distante. A fé faz exatamente o contrário: reconhece a realidade da ameaça, mas contempla a soberania de Deus.

Lute por aquilo que Deus lhe confiou - Neemias também fala de uma responsabilidade concreta: “lutem por seus irmãos, seus filhos e filhas, suas mulheres e seus lares”.

Não podemos limitar nossa preocupação às quatro paredes da casa. Existe uma geração crescendo em meio a uma avalanche de informações, ideias, fake news , comportamentos e valores. Pais precisam proteger seus lares. Líderes precisam ensinar a Palavra. Igrejas precisam discipular seus membros. Cristãos precisam viver aquilo que professam.

Lutar, nesse contexto, não significa odiar pessoas. Significa permanecer fiel. Significa ensinar nossos filhos a conhecerem a Bíblia. Significa não negociar a verdade para receber aprovação. Significa amar pessoas sem abandonar aquilo que Deus ordenou. Significa permanecer de pé quando seria mais fácil simplesmente acompanhar a multidão.

Por isso, quando o coração estiver abatido, lembre-se do Senhor. Quando vier a pressão, lembre-se do Senhor. Quando tiver medo de permanecer fiel, lembre-se do Senhor. Quando parecer que você está cercado por todos os lados, lembre-se do Senhor.

Não precisamos ser imprudentes, mas também não podemos ser covardes, nem abandonar a verdade. Permanecer fiel é declarar, com a própria vida, que confiamos nele. Como Neemias, precisamos olhar para o Senhor e continuar reconstruindo: nossa fé, nossas famílias, nossas igrejas e nossa esperança.

No meio das maiores batalhas e pressões, jamais entregue os pontos:

LEMBRE-SE DO SENHOR!

#MissõesNacionais2026*IA*EV


MATURIDADE OU FOGO SANTO?

 -- O que Hebreus 12:29 nos ensina sobre Deus ser fogo consumidor:                                         Graça e Paz do Senhor, meus irmãos! Sabe aquele momento em que a igreja está fervorosa, o crente está glorificando e o pregador libera aquela palavra forte que chacoalha até as estruturas? Pois é, o final de Hebreus 12 faz exatamente isso com a nossa alma quando diz: "Porque o nosso Deus é um fogo consumidor".

Olhando assim, de primeira, parece até que Deus está pronto para nos destruir com um raio, né? Mas, calma! Vamos entender esse mistério. No Antigo Testamento, lá no Monte Sinai, a manifestação da presença era na base do terremoto: fogo, fumaça, trovão e um medo terrível de chegar perto. Mas hoje, pela graça de Jesus, nós não estamos no Sinai do medo; nós estamos no Monte Sião, o lugar da comunhão e do acesso direto ao Trono pelo sangue do Cordeiro. O terror virou Graça!

Então, por que Ele ainda é chamado de fogo consumidor? Irmãos, o fogo de Deus não vem para queimar o crente, mas para queimar o pecado que insiste em nos afastar Dele. O fogo do Senhor tem duas missões:

·        Purificar a prata e o ouro: Ele limpa o nosso caráter, tira as impurezas e nos molda.

·        Provar as nossas obras: Como o apóstolo Paulo disse, nossas obras vão passar pelo teste do fogo. O que for palha vai virar cinza, mas o que for ouro vai brilhar ainda mais!

A sarça que Moisés viu ardia, mas não se consumia. Esse é o milagre: a presença de Deus é poderosa, é santa, mas ela nos preserva e nos refina. Quando o Espírito Santo desce como fogo, Ele não vem para trazer destruição. Ele vem para avivar, renovar as forças e queimar toda a frieza, desvio e indiferença espiritual.

Deus é amor, sim, mas Ele também é santo. Por isso, a nossa resposta a esse amor precisa ser uma vida de reverência, temor e busca contínua por santificação. Não brinque com as coisas de Deus. Deixe o Fogo Santo queimar tudo o que não presta na sua vida hoje para que você possa herdar o Reino inabalável.

Receba essa palavra, dê um "Glória a Deus" aí onde você está e deixe o fogo santo purificar o seu coração!

APOSTAS ESTÃO DESTRUINDO FAMÍLIAS

Não considero suficiente falar sobre jogos apenas quando algum escândalo aparece na televisão ou quando uma família chega ao pastor completamente endividada. Precisamos abordar o assunto preventivamente, nos cultos, nas células e pequenos grupos/classes de ensino, nas reuniões de jovens e nos aconselhamentos.

Eu me pergunto: por que conseguimos falar durante horas sobre determinados assuntos secundários, mas temos receio de tratar de práticas que estão destruindo financeiramente famílias?

 Não considero suficiente falar sobre jogos apenas quando algum escândalo aparece na televisão ou quando uma família chega ao pastor completamente endividada. Precisamos abordar o assunto preventivamente, nos cultos, nas células e pequenos grupos/classes de ensino, nas reuniões de jovens e nos aconselhamentos.

Eu me pergunto: por que conseguimos falar durante horas sobre determinados assuntos secundários, mas temos receio de tratar de práticas que estão destruindo financeiramente famílias?

Não estou defendendo uma igreja que simplesmente grita “é pecado!” sem explicar nada. Estou defendendo uma igreja que abre a Bíblia, ensina seus princípios e ajuda as pessoas a compreenderem as consequências de suas escolhas.

Eu preciso ensinar aos jovens que dinheiro fácil quase sempre vem acompanhado de ilusões perigosas. Preciso ensinar aos adultos que dificuldade financeira não se resolve necessariamente com uma aposta. Preciso orientar famílias a administrar seus recursos com responsabilidade. E preciso dizer àquele que já está preso ao jogo que existe esperança, mas também existe a necessidade de reconhecer o problema e buscar ajuda.

Também não considero correto transformar esse tema em instrumento de condenação dos que lutam contra esse hábito. A igreja deve confrontar o pecado, mas deve igualmente oferecer restauração ao pecador.

Quando uma pessoa perde o controle e passa a comprometer salário, economias, relacionamentos e responsabilidades para continuar jogando, eu não posso simplesmente dizer: “Tenha mais fé”. Preciso acolher, orientar e, quando necessário, incentivar a busca de ajuda profissional. Espiritualidade não é desculpa para negligência.

Minha preocupação aumenta quando percebo que a cultura do jogo alcança crianças e adolescentes por meio do ambiente digital. A facilidade de acesso torna ainda mais importante que pais e igrejas conversem sobre o assunto. Não podemos esperar que nossos filhos aprendam discernimento financeiro somente depois de cometerem erros graves.

A igreja precisa ensinar uma geração a trabalhar, administrar, poupar, repartir e confiar em Deus — e não a esperar que a sorte resolva aquilo que exige responsabilidade.

Eu também preciso reconhecer que o silêncio da igreja pode ser interpretado como aprovação. Quando um comportamento se espalha e o púlpito permanece calado, muitos concluem que não existe problema.

Por isso, considero urgente uma posição firme, clara e objetiva.

Não precisamos transformar o culto em palanque contra este ou aquele segmento da sociedade. Não precisamos fazer discursos partidários. Precisamos fazer algo muito mais importante: abrir a Bíblia e aplicar seus princípios à vida real.

Se os jogos de sorte e azar estão entrando nas casas, precisamos falar sobre eles.

Se estão comprometendo salários, precisamos falar sobre eles.

Se estão produzindo endividamento, conflitos conjugais, ocultação de gastos e sofrimento familiar, precisamos falar sobre eles.

Se estão seduzindo nossos jovens, precisamos falar sobre eles.

E se a igreja está percebendo tudo isso, mas prefere permanecer em silêncio para não desagradar ninguém, então precisamos perguntar se estamos realmente cumprindo nossa missão.

Eu não quero uma igreja que acompanhe passivamente os costumes de seu tempo. Quero uma igreja que saiba discernir e entender o seu tempo à luz das Escrituras.

Meu compromisso não é com a popularidade de uma mensagem, mas com sua fidelidade à Palavra de Deus.

O mundo pode chamar o jogo de entretenimento. Eu, como cristão, preciso perguntar o que ele está produzindo no coração, na família e na vida espiritual.

E quando a resposta revelar cobiça, escravidão, irresponsabilidade ou destruição, a igreja não pode se calar.

O púlpito precisa voltar a falar. Com amor, mas sem omissão. Com graça, mas sem relativismo. Com firmeza, mas sem arrogância.

Porque onde existe um pecado sendo normalizado, a igreja não é chamada a acompanhar o silêncio da sociedade. É chamada a proclamar a verdade que conduz à liberdade.


QUANDO A IGREJA SE CALA DIANTE DE APOSTAS E JOGOS

Por que algumas igrejas discutem intensamente questões políticas e sociais, mas evitam ensinar seus membros sobre cobiça, contentamento, administração do dinheiro e os perigos da dependência dos jogos?

Eu observo com preocupação uma realidade que vem ganhando espaço em nossa sociedade: os jogos de sorte e azar deixaram de ser vistos apenas como uma diversão ocasional e passaram a fazer parte da rotina de muitas pessoas. A promessa parece simples: arriscar pouco para ganhar muito. Mas, por trás dessa aparência de entretenimento, existe uma mentalidade que pode transformar o dinheiro em objeto de cobiça e o acaso em esperança de vida melhor.

O que mais me preocupa, entretanto, não é apenas o crescimento dos jogos. É perceber como nós, evangélicos, muitas vezes permanecemos silenciosos diante desse assunto.

Eu creio que a igreja precisa voltar a falar sobre aquilo que afeta diretamente a vida espiritual, moral e familiar das pessoas. O púlpito não existe apenas para transmitir mensagens agradáveis. Ele existe para proclamar toda a Palavra de Deus, inclusive quando ela confronta hábitos populares.

A Bíblia não apresenta uma passagem que diga simplesmente: “Não jogue na loteria” ou “Não participe de apostas”. Por isso, eu não devo fabricar uma proibição bíblica que o texto sagrado não apresenta. Mas a Escritura oferece princípios suficientemente claros para que eu examine a prática com seriedade.

Jesus ensina: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro.” - Mateus 6:24, NVT

Quando o desejo de ganhar dinheiro começa a dominar minha mente, minha relação com os recursos financeiros deixa de ser saudável. O problema não está somente na possibilidade de perder dinheiro, mas na transformação do dinheiro em objeto de expectativa, fascinação e cobiça.

Eu preciso perguntar honestamente: o que está governando meu coração?

Se começo a acreditar que minha solução financeira depende de um prêmio, de um sorteio ou de uma aposta, corro o risco de substituir a confiança em Deus pela esperança no acaso.

A Bíblia também adverte:

“Quem ama o dinheiro nunca terá o suficiente. Quem ama a riqueza nunca ficará satisfeito com o que ganha. Isso também não faz sentido.”
Eclesiastes 5:10, NVT

Esse princípio me leva a enxergar além do bilhete, do aplicativo ou da aposta. O verdadeiro problema pode estar no coração que nunca se satisfaz.

E aqui encontro uma responsabilidade que considero intransferível: a igreja precisa ensinar sobre isso, falando aberta e diretamente.

Não considero suficiente falar sobre jogos apenas quando algum escândalo aparece na televisão ou quando uma família chega ao pastor completamente endividada. Precisamos abordar o assunto preventivamente, nos cultos, nas células e pequenos grupos/classes de ensino, nas reuniões de jovens e nos aconselhamentos.

Eu me pergunto: por que conseguimos falar durante horas sobre determinados assuntos secundários, mas temos receio de tratar de práticas que estão destruindo financeiramente famílias?

Por que algumas igrejas discutem intensamente questões políticas, culturais e sociais, mas evitam ensinar seus membros sobre cobiça, contentamento, administração do dinheiro e os perigos da dependência dos jogos?

Precisamos recuperar a coragem pastoral.