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O HOMEM QUE DEUS LEVOU SEM AVISO PRÉVIO



No livro do Gênesis (Bereshit — “das origens”), capítulo 5, apresenta um registro histórico dos primeiros descendentes de Adão. Mas, entre tantos nomes, um assume total relevância. Nos versículos 21 a 24, lemos:

“Enoque tinha 65 anos quando gerou Matusalém. Depois disso, viveu 300 anos e andou com Deus, tendo filhos e filhas. Ao todo, Enoque viveu 365 anos. Enoque andou com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus o tomou para si.”

Aqui está algo extraordinário: A Bíblia não diz que Enoque fundou uma religião. Não diz que construiu templos. Não diz que escreveu leis. Não fez campanhas nem foi destaque na arrecadação. Diz apenas uma coisa — Enoque andou com Deus.

Deus não instituiu uma religião, mas um caminho, um jeito de viver. Desde o princípio, o propósito do Criador nunca foi estabelecer uma estrutura religiosa rígida, institucional ou cartorial, tipo empresa.

Na tradição judaica, encontramos as Sete Leis de Noé, princípios morais universais dados à humanidade: Exemplo: Não praticar idolatria, Não blasfemar, Não matar, Não roubar, Não cometer imoralidade sexual, Viver com justiça e integridade.                                                                                   Esses princípios não são um sistema religioso — são um estilo de vida. Mais tarde, esse padrão moral se expande na Torá e se sintetiza nos Dez Mandamentos.

Mas a essência nunca mudou:   Relacionamento com Deus gera responsabilidade no procedimento.

Andar com Deus é uma escolha consciente. Por isso, quando a Bíblia diz que Enoque “andou com Deus”, ela está revelando um estilo de vida. Nosso irmão Enoque decidiu viver com consciência constante da presença divina. Isso significa:

Pensar como alguém que está diante de Deus. Falar como alguém que responde a Deus. Agir como alguém que representa Deus. E, mesmo sem uma lei escrita, ele escolheu um padrão elevado para viver.

Andar junto exige concordância --- A Escritura pergunta: “Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo?” (Amós 3:3)                                                                                                                        Andar com Deus exige alinhamento. -- Não é Deus que se ajusta ao ser humano — é a pessoa que decide se alinhar a Deus. -- O salmista expressa isso com intensidade: -- “Eu te busco de todo o coração; não permitas que eu me desvie dos teus mandamentos.” (Salmos 119:10)

O exemplo de Rute: compromisso absoluto -- Talvez o exemplo mais forte de companheirismo na Bíblia seja o de Rute com Noemi: “Onde tu fores, eu irei. Onde ficares, ficarei. O teu povo será o meu povo, e o teu Deus será o meu Deus.” (Rute 1:16-17)

Isso é mais do que emoção. É decisão. É aliança. É permanência. Andar com Deus é privilégio, e não peso. Andar com Deus não é: imposição, religiosidade ou formalidade. É o mais alto privilégio que um ser humano pode experimentar.

Em uma geração corrompida, Enoque descobriu algo simples e poderoso:  A vida faz sentido quando é vivida na presença de Deus.

O desafio não é viver uma religião. É viver uma jornada. É acordar todos os dias e decidir: “Hoje, eu vou andar com Deus.” Sem exagêros. Sem aparência. Sem medo. Um passo de cada vez.

Porque, resumindo, andar com Deus é isso:  companhia constante, presença viva, amor que mostra o caminho. Então, hoje é dia de decidir: “Senhor… eu não quero só te visitar…eu quero andar contigo!” E, se essa for a sua decisão… Prepare-se. Porque quem anda com Deus… nunca mais volta a ser a mesma pessoa. E eu sinto, neste momento, que Deus ainda está procurando homens e mulheres como Enoque…

Gente que não quer aparência — quer a Santíssima presença. Gente que não quer religião — quer um relacionamento. Porque andar com Deus não é sobre perfeição… É uma decisão! Talvez você não tenha tudo resolvido… Talvez sua vida ainda esteja em construção… Mas, se houver dentro de você um coração disposto…já começa a andar com Deus, hoje mesmo! E chegará o momento em que a presença de Deus se torna tão real, tão constante, tão intensa, que viver sem Ele se torna impossível! Enoque não foi arrebatado ou levado por acaso. Deus o recolheu porque, pelo seu modo de vida Ele já não pertencia mais à terra.